Pena de morte ? Será…seria
by marcosmoraes on fevereiro 14, 2007
Sempre fui a favor da pena de morte. Aliás, se eu fosse presidente deste país, além de trazer Madonna ao Brasil, eu iria por fim de vez a criminalidade. Ok ok que seria algo difícil, mas eu iria tentar….Barbáries como esta nota abaixo, hum….no mínimo eu mandava fazer o mesmo com eles. Enfim, nem há muito o que falar, há apenas o que lamentar. E agora é lei né…cumpriu 1/4 da pena ( acho que é este o número, tõ com preguiça de pesquisar ), você ganha direito a sair da prisão em condicional, ter uma vida social como qualquer um e a noite voltar pra cadeia. Agora a pergunta ? Porque não soltar logo de uma vez ? E quantos anos tinha o assaltante ? Menos de 20.
Mas a pena de morte deve ser julgada pelo que é: a sociedade se livrando daquilo que acha incorrigível.
A pena de morte é a sistematização de um procedimento de defesa da sociedade. Pode ser entendida como vingança, claro; mas um outro ponto de vista é o de que é simples pragmatismo. Quem já teve contato com prisões pode atestar que algumas pessoas são simplesmente ruins, e é bobagem demagógica pseudo-cristã dizer o contrário. São irrecuperáveis. Quando voltarem para as ruas vão fazer o mesmo que sempre fizeram. Não é sequer culpa da sociedade.
Aí fica a questão: você pode apostar que fulano, quando sair da penitenciária, pretende matar mais gente. Sabe que, independente do que aconteça, alguém vai morrer. Pode-se afirmar que, recusando-se a se livrar dele, a sociedade está contribuindo — por omissão, no mínimo — para que outras pessoas morram, às vezes pessoas inocentes. A pergunta: até que ponto o Estado tem o direito de proteger seus constituintes? O que é essa proteção? Há diferença ética entre a morte de pessoas inocentes e de bandidos?
A única certeza que tenho é que a prisão perpétua é algo muito pior e mais desumano que a pena de morte. Eu só consigo defini-la como o máximo da crueldade: condenar uma pessoa a viver o resto da vida presa simplesmente não tem sentido. Se ela vai ser reeducada, se ela vai se arrepender é irrelevante: ela não vai ter a chance de mostrar isso, não terá a chance de voltar a ser útil para a sociedade. Sua possibilidade certamente não faz mais para dissuadir alguém de cometer um crime do que a pena de morte. Não há outra finalidade na prisão perpétua que o castigo puro e simples. O Estado se mobiliza apenas para que essa pessoa passe o resto da vida expiando seu crime. Não tem sentido. Não passa de condenação à morte em vida. E por mais que digamos que a vida é sagrada, passar o resto da vida sem nenhuma esperança não deve ser muito melhor que morrer.
Vamos a notícia :
Um assalto terminou com a morte de um menino de seis anos, na noite de quarta-feira (7), no Rio. Ele não conseguiu sair do veículo levado pelos criminosos e foi arrastado por aproximadamente quatro quilômetros, durante a fuga dos assaltantes.
De acordo com a polícia, o menino –identificado como João Hélio Fernandes– estava no carro com a mãe quando foram abordados pelos assaltantes, no bairro Osvaldo Cruz (zona norte). A mãe foi retirada do veículo, mas não conseguiu retirar a criança –que estava no banco traseiro, presa ao cinto de segurança. A irmã do menino e uma outra pessoa também estavam no carro e conseguiram sair.
Antes de o menino ser retirado, um dos assaltantes assumiu a direção do veículo e acelerou. Ele ficou pendurado e foi arrastado. A fuga teria durado cerca de 15 minutos, até que o carro foi abandonado em uma rua de Cascadura, também na zona norte.
Durante o trajeto, moradores que presenciaram a fuga gritaram para que os criminosos parassem o carro. A criança foi encontrada já sem vida. Os assaltantes –seriam três– fugiram.
Desespero
Após o assalto, vendo o desespero da família Fernandes, um motociclista que estava a 200 metros do local do roubo, chegou a perseguir os ladrões, mas desistiu após ter sido ameaçado. Ele ajudou a montar o retrato falado dos suspeitos e contou que eles chegaram a andar em ziguezague para se livrar do corpo.
Suspeitos
Na fuga, antes de ir para o morro São José da Pedra, em Madureira –onde os suspeitos foram presos–, a dupla atirou documentos de Rosa e das crianças em um galpão abandonado. Um dos presos, Diego Nascimento Silva, 18, ainda passou em casa depois do crime, tomou banho, trocou de roupa, bebeu água e foi embora. E, segundo os policiais, os dois ainda participaram de uma festa.
O pai de Diego afirmou que o filho não trabalhava e tinha comportamento rude. Ele já tinha passagem na polícia por roubo e, se for condenado, pode ficar de 20 a 30 anos na prisão. O adolescente pode ficar no máximo três anos apreendido. Para o delegado, ambos estariam sob o efeito de drogas.
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