A véspera
Amanhã é meu aniversário e o que eu penso com isso, em meus vários anos de idade (menos de 30, que fiquei claro), é o quanto estou cansado de muita coisa. Andando hoje, após o Seminário Internacional de Marketing, o qual participei por três dias, viajei por vários minutos enquanto ouvia Crazy, de Alanis Morissette. Ok, a música é uma regravação de Seal, mas eu prefiro o cover de Alanis. Certamente se eu fosse elaborar a coletânea para ouvir em meu aniversário, esta música estaria entre elas, juntamente com Another Suitcase In Another Hall, de Madonna, e A Maçã, também um cover, agora na voz de Deborah Blando.
Falando em Crazy, fui pensando em como as pessoas são estranhas, são feias (não entendam isso literalmente), e o quanto eu me sinto estranho em relação a isso. Me sinto saturado. Estou extremamente insatisfeito da forma como estou conduzindo algumas coisas, o rumo que certas coisas tomaram em minha vida. Me sinto cada vez distante de outras, e isso de certa forma me tem feito bem. Mas estou descontente. Estou descontente com a desorganização de alguns setores de meu trabalho, com a desorganização daquilo que deveria ser meu lar, e que ás vezes, ou quase sempre, tenho vontade de atear fogo em tudo aquilo com tudo que estiver dentro, como se fosse um filme. Não faço parte daquilo.
Meu aniversário é amanhã e sinto falta de meus amigos distantes, tais como Tales, Alessandra. Ah Ale, se soubesses que todo santo dia penso em largar tudo e estar em Aracaju contigo. Sua ausência me deprecia. Ao meu lado, a tristeza de uma grande amiga de trabalho me afeta também, e em pouco tempo adquiri um amor especial por ela, mas, em contrapartida, tenho vontade de esganar algumas pessoas. Eu quero estar longe de onde eu vivo, aquilo me adoece, e queria estar perto do meu falecido pai, que só Deus sabe quanta falta me faz e quanta orientação eu gostaria de ter atualmente. Eu ainda não superei sua morte, uma vez que nunca tivemos uma boa relação, mesmo ele me dando tudo o que eu “exigia” dele, sempre olhando para o meu umbigo, e coitado, de uma forma ou outra, ele me contemplava. Queria que ele visse a quantidade de coisas boas que tem acontecido em minha vida e coisas que aconteceram, mas que há dois anos e meio ele perdeu a chance de me ver.
Enfim, não vejo graça no dia de amanhã, e apenas estou sendo levado pela maré. Cumprindo minhas obrigações, de cara limpa ou coberto por uma máscara, mas é isso aí. Amanhã certamente farão uma festa surpresa em meu trabalho e se eu não mudar de idéia, irei a um bar após o trabalho com o pessoal de lá e com uns amigos que chamei, isto é, se eu não mudar de idéia.
